Vereadores acatam veto ao Projeto de Lei que inclui academias em serviços essenciais

Apesar de inúmeras tentativas, academias seguem fora da lista de serviços essenciais durante a pandemia

Por Redação 27/04/2021 - 21:42 hs
Foto: Imagem:Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Vereadores acatam veto ao Projeto de Lei que inclui academias em serviços essenciais
Academias estão na Fase de Transição do Plano São Paulo

Por Thainá Maria

Fonte: Folha de Ribeirão Pires

Com 17 votos favoráveis ao veto do Executivo Municipal, a Câmara Municipal de Ribeirão Pires colocou um ponto final na possível inclusão das academias de ginástica, musculação, natação, hidroginástica, artes marciais, escolas de esportes e demais modalidades na lista de serviços essenciais ao longo da quarentena em razão da Covid-19.

O Projeto de Lei - de autoria dos vereadores presidente da Câmara, Guto Volpi (PL), e do vereador Paulo César Ferreira, o PC (PL) -  havia sido encaminhado para sanção do prefeito Clóvis Volpi (PL), após ser aprovado com 16 votos favoráveis em fevereiro. Na ocasião, apenas a vereadora Márcia Gomes (PT), representante da Coletiva de Mulheres, votou contra a matéria por entender que tratava-se de uma irresponsabilidade a tentativa de flexibilização diante do cenário atual.

A partir deste sábado (24), as academias estarão liberadas para funcionar de acordo com a Fase de Transição do Plano São Paulo, que dura até o próximo dia 30. A Folha conversou com o educador físico Mauro Ramos, da Invictus Treinamento Funcional, a respeito das restrições que as academias estão sofrendo durante o período de quarentena em razão da Covid-19. Segundo o profissional, que fala como porta-voz das academias da cidade, a prática de atividades físicas é de extrema importância durante este período. 

“Já sabemos que o grande problema da Covid-19, em relação ao sistema imune, é o que os cientistas denominam ‘tempestade de citocinas’, um estado de inflamação aguda. As reações inflamatórias desencadeiam um efeito em cascata dificultando a recuperação do indivíduo, sobretudo daqueles que tem diabetes, hipertensão ou obesidade”, explicou Ramos. 

“Nesse quadro o papel do músculo é primordial, uma vez que sua atividade contínua e controlada através do exercício estimula a secreção de anti-inflamatórios para contrapor a ação inflamatória decorrente do vírus. O exercício enfim assume a linha de frente como agente de prevenção a curto, médio e longo prazo. ” 

Havia uma expectativa para que o setor fosse incluído nos serviços prioritários durante a pandemia ainda no mês de março, quando o Projeto de Lei entrou em discussão pela primeira vez na Câmara Municipal. Mas com o retorno de Ribeirão Pires, e de todo o Estado de São Paulo para a Fase Vermelha - a mais rígida do Plano de Flexibilização -, e posteriormente para a Fase Emergencial, as academias voltaram a abaixar suas portas e o assunto colocado em segundo plano. 

Vale ressaltar que durante a Fase de Transição, as academias estão permitidas a funcionarem das 7h às 11h e das 15h às 19h, com a capacidade de ocupação permitida de 25%. 

 “Não se trata de estética, mas de saúde pública e visão estratégica sobre as políticas relacionadas ao exercício em todo o país”, finalizou o educador físico.